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Profissionais municipais planejam estratégias em pós-graduação

em 04 Junho 2018. Postado em Notícias

 

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“Não sou mais a mesma pessoa desde o dia em que comecei essa pós-graduação”, conta a pedagoga e coordenadora regional da Rede de Proteção à Criança e ao Adolescente em Situação de Risco para a Violência no Bairro Novo, Ana Rita de Paula. O motivo, explica, é a mudança de foco observada desde que começou a especialização em Prevenção ao Uso de Drogas para a População Escolar.

Ana Rita faz parte do grupo dos 45 servidores municipais participantes do curso de pós-graduação ofertado pela Secretaria Municipal da Defesa Social e Trânsito, em contrato com a PUCPR, por meio de um convênio com o Ministério da Justiça.

“Antes o meu olhar era voltado para a dependência e o atendimento, que são atribuições da Saúde. Agora eu penso no que tenho a fazer com os recursos que dispomos na Educação, para que os estudantes não abram a porta para o universo das drogas”, diz a pedagoga. “Se eu puder fazer a diferença para uma só família de estudante do Centro de Atenção Integral à Criança e ao Adolescente (Caic), essa mudança de paradigma já terá feito sentido”, completa, referindo-se à única unidade de ensino da região com turmas de 6º ao 9º ano do ensino fundamental e que convive com o problema do uso de drogas entre a população escolar.

Responsável pelo Centro de Arte Digital do Museu Municipal de Arte (MuMA) da Fundação Cultural, a também pedagoga Alessandra Furtado Duarte pensa em ampliar a oferta de atrações culturais do espaço para envolver mais crianças e adolescentes nas atividades. “Estamos definindo uma programação pensada a partir do objetivo da especialização”, antecipa a servidora.

Alessandra conta estar aprendendo a olhar para o problema prevenção e as soluções possíveis “sob o ponto de vista intersetorial, a partir do que cada um pode fazer na sua área.” Por isso, está convencida de que a meninada pode deixar de lado o ócio que abre caminho para as drogas, conhecer e se interessar por arte à medida em que tenha mais oportunidades de participar das ações do setor. “Até mesmo sob o viés de futuro profissional”, diz Alessandra.

Ampliação do alcance

Do mesmo modo, a gerente de Proteção Social Especial da Alta Complexidade da Fundação de Ação Social (FAS), assistente social Luciane de Fátima Savi, planeja propor a ampliação do alcance do órgão onde atua. “Para começar, penso em capacitar os educadores sociais para que eles tenham condições de incluir na abordagem das crianças e adolescentes esse novo conceito de fazer prevenção”, conta. Esse deve ser o projeto de intervenção prática com que pretende obter o título de especialista na área.

Empolgada, a assistente social diz que vai se dedicar mais à proposta depois das ações de inverno da FAS, que concentram o esforço das equipes voltadas ao atendimento da população de rua. Com a adesão do grupo de trabalho e o envolvimento dos demais órgãos da Prefeitura voltados ao atendimento desse público, Luciane acredita que pode tornar mais eficiente a forma de abordagem àqueles que já fazem uso de substâncias psicoativas. “Consigo ver uma luz no fim do túnel”.

Da Secretaria Municipal do Esporte, Lazer e Juventude, Leila Rivera revela estar aprendendo que, para fazer prevenção, não é necessário esperar por palestras e ocasiões específicas. Em meio à convivência nas práticas esportivas, pensa agora, é possível conhecer melhor a garotada e avaliar o risco do meio por onde eles circulam. “Espontaneamente, na medida em que o assunto surge, o caminho é fazê-los entender que quem tem objetivos e oportunidades como as que eles estão tendo, pode se dedicar cada vez mais ao que está fazendo e, em consequência, não precisar aceitar ou procurar as drogas”, conclui Leila, que acaba de assumir a Coordenação de Projetos da pasta.

Leia mais: Servidores têm pós-graduação para fortalecer prevenção

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