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Defesa Social aprimora inteligência e integração das forças de segurança

em 02 Janeiro 2018. Postado em Notícias

Inteligência, integração e tecnologia são os conceitos que definem o estilo de trabalho colocado em prática na secretaria da Defesa Social e Trânsito neste ano de 2017. Com rapidez na tomada de decisões e na execução das atividades, os profissionais têm melhorado a segurança nas ruas, praças, bairros e no trânsito de Curitiba.

Os guardas municipais estão mais pertos do cidadão, com a implantação do policiamento de proximidade, para prevenir delitos e demonstrar maior presença no dia a dia da cidade.

Modelo que tem demonstrado maior assertividade nas ações desenvolvidas, como a Patrulha do Transporte Coletivo, a Balada Protegida e operações como a Saturno (anéis de proteção em regiões consideradas mais sensíveis), a Arapuca (contra os fura-catracas) e a Parque Protegido (aumento de efetivo nos parques mais movimentados). Além disso, durante o ano houve uma grande utilização de módulos móveis em pontos-chave, com rápido deslocamento sempre que necessário, e a implantação do módulo da Guarda Municipal na Praça Osório.

Câmeras integradas
Trabalho que deverá ser intensificado com o projeto da Smart City. Em desenvolvimento, o programa pretende utilizar a tecnologia a favor dos serviços prestados para dar um salto de qualidade em ações de segurança pública e de segurança do trânsito, ao criar um aparato digital de proteção.

A intenção é interligar câmeras de monitoramento públicas e privadas em uma única central, em parceria com o Governo do Paraná, para que o tempo-resposta de atendimento às mais variadas situações se torne menor, assim como a identificação de placas de veículos, suspeitos e crimes.

Trabalho conjunto
De forma paralela a esse projeto que está sendo gestado, o trabalho conjunto entre Estado e Município já começou. Ao longo de 2017, a integração entre as forças proporcionou resultados efetivos. Ações deflagradas junto com as polícias Civil e Militar foram intensificadas, com foco em proporcionar tranquilidade ao cidadão e garantir a ordem nos locais públicos, na região central - ruas e praças - e também em pontos específicos nos bairros, atendendo às demandas da comunidade, como inibição de uso e tráfico de drogas, furtos e roubos.

Para que as ações sejam eficazes, é fundamental o mapeamento prévio dos principais locais e problemas, desempenhado pelo setor de inteligência da Defesa Social, que municia as equipes em rua com informações checadas e que norteiam as ações desenvolvidas.  

“Em 2017 conseguimos manter e reforçar a integração entre todas as forças de segurança da capital. O resultado é uma maior sensação de ordem nas ruas”, explicou o secretário da Defesa Social e Trânsito, Guilherme Rangel.

Cães protetores
O trabalho da Guarda Municipal é mais que abordar suspeitos, participar de operações e proteger o patrimônio público. A interação com o cidadão ocorre, inclusive, por meio de ações voluntárias e atividades recreativas. Entre as novidades do ano de 2017, a Guarda iniciou o projeto de cinoterapia, ou terapia assistida por cães, uma atividade complementar ao tratamento de fisioterapia.  

O projeto-piloto, que auxilia na recuperação de pessoas com dificuldade de mobilidade e locomoção, é desenvolvido com duas pacientes. Uma delas é a moradora da CIC Barbara Gabriela Costa, 18 anos, que teve perda parcial de movimento nos membros.

Ela joga a bolinha, escova o animal - do Grupo de Operações com Cães - e faz exercícios de força e resistência. Depois de ser atropelada no contorno sul, em 2015, Barbara sofreu lesões na coluna cervical. O resultado foi perda parcial das funções motoras dos braços e pernas.

O auxílio dos cães trouxe novo ânimo para que ela faça o tratamento. “Desde que comecei a cinoterapia não quero mais largar. É mais prazeroso, eu faço a fisioterapia sem perceber. Parece que estou só brincando com os cachorros”, disse.

A equipe da cinoterapia é composta por cinco guardas municipais, duas fisioterapeutas e os cães Hannah e Taz

Trânsito
Um trânsito mais seguro é responsabilidade de todos. As equipes da Superintendência de Trânsito de Curitiba (Setran) fazem avaliações constantes dos principais gargalos enfrentados nas ruas da cidade, para encontrar alternativas de melhoria, segurança e fluidez. Os técnicos são responsáveis por propor e implementar mudanças importantes e que eram necessárias há muito tempo, como é o caso do binário Mateus Leme-Nilo Peçanha.

Nos pontos em que o comportamento no trânsito não é o adequado, mudanças são propostas, como ocorreu na implantação de medidor de velocidade (radar) de 40 km/h na Rua Campos Sales e a lombada eletrônica, também de 40 km/h, em frente ao Jardim Botânico.

Ao motorista, para facilitar os trâmites de regularização, está sendo organizado o projeto Setran Mais Fácil. Nos próximos meses, novos serviços passarão a ser ofertados pelo site oficial da Setran, facilitando a vida do cidadão que precisa regularizar multa ou verificar a situação de processo sobre indicação de condutor responsável por uma infração de trânsito, por exemplo.

Números da Defesa Social e Trânsito em 2017

60

Este é o número médio de ocorrências atendidas pela Guarda Municipal todos os dias. Além das abordagens, casos de dano e de roubo são os mais atendidos.

2 mil

Visitas a vítimas de violência contra a mulher já foram conduzidas este ano pela Patrulha Maria da Penha da Guarda Municipal. Foram encaminhados 133 suspeitos desse tipo de crime para a delegacia.  

40

Escolas municipais que contam com guardas municipais de forma fixa, em todas as regionais da cidade. A iniciativa foi implantada nos primeiros meses de 2017.

124.327,63

metros quadrados de asfalto que tiveram nova pintura, em apenas dez meses.

490

Novas placas são instaladas na cidade, mensalmente.

1.400

Vistorias foram feitas no ano pela Comissão de Segurança de Edificações e Imóveis (Cosedi)

500

Atendimentos mensais são prestados à população vulnerável que faz uso de álcool em outras drogas, por meio do Ônibus Intervidas. A estrutura, ofertada em praças no Centro, oferta atividades e interação em rodas de conversa.

70

É o número de alunos, entre 15 e 29 anos, atendidos mensalmente com o programa Viva Jovem, do Departamento de Políticas Sobre Drogas. São ofertadas oficinas culturais e cursos, integrados à temática de prevenção ao uso de drogas.

Pedro Ribas/SMCS

Daniel Castellano/SMCS

Levy Ferreira/SMCS

Daniel Castellano/SMCS

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